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To Love. To Give and To Receive

"Quando se ama alguem, tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela nao vem ter connosco, nos esperamos. O verbo esperar torna-se tao imperativo como o verbo respirar. A vida transforma-se numa estacao de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar. O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a deseja-lo, a organizar tudo para que ele seja possivel. E mais facil esperar do que desistir. E mais facil desejar do que esquecer. E mais facil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, e muito mais facil viver."

Vivemos, Temos De Viver...

Nunca sabemos quando acordamos, de que forma é que o dia vai acabar, as surpresas e as tristezas que nos pode trazer, os momentos que nos estão reservados, alguns dizem que acreditam ser destinados.. Vivemos, temos de viver. A vida nunca pára, há que seguir. É duro mas é a verdade. Sei que partiu alguém que amavas muito, que te viu crescer, que te amou e que tanto amaste também. É sempre muito mais que uma simples ligação física, de um gesto carinhoso, um beijo, a ternura de um abraço apertado, o olhar meigo, o colinho. Cresceste certamente também com as palavras que te dirigiu, como te tentou orientar a vida em criança, em menina e gora em mulher. Mas agora... partiu. Partiu meu amor...

Ficam as recordações que guardarás com o maior cuidado ao longo dos anos (muitos anos). Ainda irás viver muito e quando for a tua vez de partir, acredita que ele estará ali à tua espera. O conforto nestas alturas nunca é muito, nada parece bater certo mas, relaxa, fecha os olhos, espera que o silêncio se instale ao teu redor e escuta, escuta... ele continua a bater, ritmado, triste, mas ainda bate. Bate pelos que ainda cá estão, aqueles que vês todos os dias, aqueles que não vês com tanta frequência como gostarias e aqueles que já cá não estão. Ele continuará sempre a bater pelos que amas, não duvides. Ouve o teu coração e passo a passo, lentamente, com a tua própria segurança acabarás por fechar as feridas e continuar o teu caminho com uma linda cicatriz e isto tudo porque... Vivemos, temos de viver.

Adoro-te Menina

A Intensidade de Um Tempo que Voa e Continuará a Voar

Vinte e quatro horas são realmente muitas horas, são vinte-e-quatro-horas! Uns dias passam a correr seja pela intensidade das tarefas, dos desafios de todo um conjunto de vivências que exigem muito de nós. Estará o segredo na nossa entrega a determinadas situações? Algumas horas conseguem ser tão solitárias, vazias, arrancam os piores dos pensamentos e consomem a mente com interrogações, dúvidas e inquietações. Essas são as que mais custam a  passar.

Depois, existem aquelas horas que desejamos puder pará-las para sempre. São os momentos em que a felicidade nos bate à porta, de mansinho, a pedir licença. Confiamos nela, mesmo que momentânea, deixamos que entre pé-ante-pé. Porquê? Porque é intensa tal como a solidão e, mesmo que não a possamos sentir a todos os segundos da nossa vida e ao ritmo dos nossos batimentos cardíacos, entregamo-nos a essas sensações. Perdemos literalmente a noção real do tempo, no tempo.

Deixamos que umas quantas horas voem e, sem dar por isso, já lá foram... Algumas horas que vivemos desejamos profundamente que fossem apagadas, ou melhor, que pudéssemos juntá-las a todas, somá-las e aproveitá-las de forma diferente talvez. As horas acabam sempre, de uma maneira ou de outra, por voar. São livres. Estamos no minuto 60 e num piscar de olhos já estamos no 1º novamente. Tudo está sempre a seguir em frente, a mudar. Nós não controlamos o tempo, isso não mas, se nos foi dado o poder de decidir o que fazer com ele, vamos perder mais horas sem o aproveitar?

Mas o tempo não volta atrás, não volta mesmo e, se voltar atrás, que seja para pensar o futuro. O futuro e o presente, esses sim, são tempos de opção, de correcção e de acção. São os tempos que nos desprendem do passado, que nos libertam.

Quando damos por nós, já são quase 20h e o dia está para terminar e pensamos: "Fogo, O tempo voa!"

Quando damos por nós, a sexta-feira já chegou e mais uma semana passou e pensamos: "Caramba, O tempo voa!"

Quando damos por nós, inda ontem o Verão estava a começar e hoje já estamos no Natal e pensamos: "Porra, O tempo voa!"

Quando damos por nós, já terminou mais uma fase de exames e com ela termina mais um ano: "Dass, O Tempo Nunca Mais Voava!"

Quando damos por nós, o tempo continuará sempre a armar-se em andorinha e a migrar além do espaço. Quando dermos por nós, vamos viver o agora, sim?

"O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que tem medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno."

William Shakespeare