O Ponto Crítico

Como conseguimos definir a proximidade entre duas pessoas? Quando é que realmente nos apercebemos que estamos a progredir nas relações? Isto é por fases? Ou serão medidas em proporções? Um corte aqui, outro acolá e acomodamo-nos às situações. É assim que ficamos? Não se evolui mais. Tu não avanças, eu não avanço. Ok.

O espaço pemitido para que me conheças termina aqui, nesta linha vermelha e é só até aí que poderás ir. Nem mais, nem menos (da boca para fora diz-se tanto mas, o coração aos pulos dentro do peito mostra o oposto). Não nos queremos magoar. É simplesmente isso. É uma fachada. Mas quando toca ao amor, mexe com muito mais do que ir pé-ante-pé ultrapassando a marquinha vermelha. É o risco que nos move, é a esperança, é a descoberta, os limites que gostamos de quebrar. O desafio. O rato e o gato. Hoje dás-me para trás, amanhã serei eu.

Normalmente há sempre um ponto crítico em que uma das pessoas tem medo de avançar e ser mal intrepretada mas também há outra que tem receio de se deixar de aconchegar a uma prisão solitária, que só sustenta e sacia as suas necessidades básicas mas, não lhe dá conforto, carinho, paixão, talvez amor. Esta última quer mais, por uma necessidade tamanha chega ao ponto de exigir as mesmas respostas, talvez deseje secretamente um sentimento na mesma medida. Porque houve este sinal. E aquele também, não te lembras? Ou também te vais esquecer do outro? Olha que te fazia agora uma lista! Existe, essencialmente, medo de ambos os lados e um ego que é ferido por alguns recuos mais intimidantes.

E tornamos ao velho ponto, o dito crítico, em que se a coisa simplesmente não avança fica um clima estranho. O que será que estará a pensar? Terei feito isto a mais ou aquilo de menos? Temos receio de que a coisa possa evoluir e mesmo assim ouvir muitas vezes o "eu sempre fui sincero/a, já te tinha avisado..." ou um "vamos com calma..." que diga-se, cai que nem uma bomba.

Mas afinal porque me preocupei? Porque raio me deixei levar numa ilusão? Por tentar, por me esforçar em ser feliz? Não, não me arrependo nem nunca o farei. Há coisas na vida que não voltaríamos a fazer se pudéssemos mas, existem outras que nascem imutáveis. São nossas, estão gravadas na nossa pele, correm nas nossas veias. A persistência. A tentativa faz parte de mim, faz parte de nós.

Deixemo-nos de medos estúpidos. São precisas duas pessoas para sermos felizes a dois mas, existe sempre uma delas que dá o passo em frente. E durem o que durarem essas relações de avanços e recuos, significarem o que poderem vir a significar, nunca ficarão na sombra de um "e se". Isto, SE algum dos dois decidir mudar a situação, tenha ela o desfecho que tiver.

Para mim a indecisão é das piores coisas do mundo e quando o cocktail mistura amor, quando toca e bate fundo nessa ferida, fica a existir o "olhar para trás" de braços dados com o arrependimento.

Porque as oportunidades surgem e, se não vivermos o momento, acabamos por nos refugiar e acomodar nos pensamentos (demais, um demais demasiado racional) que nos impedem de dar o passo em frente, aquele passo que decide tudo para o "bem" e para o "mal".

Mas quando é decidimos dá-lo? Há aproximações de duram uma eternidade, outras são estagnadas pelo tempo e ainda há que referir aquelas em que existe tudo, mas tuuuuudo menos tomates...

Haja paciência (e... tomates!)

Eu tenho a impressão que hei-de continuar, umas vezes talvez mais camufladas que outras, a ir à luta. Acho que todos de uma forma mais ou menos implicita o acabamos por fazer porque, afinal... só queremos ser felizes :D

1 Response
  1. ana Says:

    tas mm com vontade ao mel!
    =P
    toma